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Dila Moniz, entre a pintura e a joalharia artesanal

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Artista está a expôr grandes telas e joalharia artesanal de inspiração africana na loja do Sr. Jacinto, lugar onde se promovem os artistas locais

Dila Moniz gosta de trabalhar em grande escala. E causam impacto em quem vê as suas grandes pinturas que estão patentes até 16 de julho, na Loja do Sr. Jacinto. Sobretudo dois rostos que surgem sobre telas negras e que foram definidos com recurso à colocação manual, pela autora, de dez mil alfinetes. Para definir cada um dos jovens rostos, a autor realizou um trabalho rigoroso e exigente de fixar as finas peças metálicas.
“Faço primeiro um esboço em pastel seco para me orientar e depois começo a espetar os alfinetes, um a um”, contou a autora que também faz propostas de pintura sobre madeira e ainda em acrílico sobre tela.
A artista – que nasceu em Angola e viveu no Brasil até aos seis anos, altura em que se mudou para as Caldas da Rainha – formou-se em Artes Plásticas na ESAD e leciona desenho e pintura às classes dos adultos na Academia de Desenho do Bruno.
Dila Moniz aborda também temas como a escravatura contemporânea que grassa em vários países assim como outros, igualmente preocupantes, e transversais àssociedades, como a violência doméstica.
À Gazeta das Caldas, Dila Moniz conta que aprecia pintar camadas e depois de subtrair o que acha que está a mais. Da sua ação de retirar vão lentamente surgindo figuras e rostos. Dila Moniz dá especial atenção aos “olhares” das personagens que cria e que inscreve nas suas propostas artísticas.

Joalharia em tons africanos
Dila Moniz também se dedica à joalharia artesanal e trouxe vários exemplares para esta mostra. “Gosto de experimentar materiais e, na joalharia, faço peças únicas às quais atribuo o meu cunho pessoal”, disse a artista que aprendeu algumas técnicas de trabalho com a sua avó materna.
Para executar os colares usa técnicas de cestaria africana, recorrendo à ráfia que a própria tinge.
As peças desta autora são feitas em pele, metal, madeira e com recurso aos tecidos típicos do continente africano e que dão cores vivas às peças artesanais da artista.
“Faço tudo à mão, do início ao fim de cada peça”, disse a autora que cria também brincos e anéis, todos únicos e que são, na sua maioria, vendidos através da internet. Neste momento, também vende nalguns espaços da cidade como, por exemplo, no local onde realizou a exposição.
Dila Moniz gosta de ouvir o que os visitantes têm a dizer sobre a as suas obras. Prefere que cada uma tenha a sua interpretação das propostas. Na sua opinião, “todos somos diferentes e é essa riqueza que vale a pena reter”. Dila Moniz tem dado a conhecer os seus trabaçhps em exposições a nível nacional e internacional.
Há uma outra vertente do trabalho desta autora, também presente no Sr. Jacinto: faz retratos de animais de estimação, executando-os em madeira. “Faço o esboço com pastel seco e depois recorro a goivas e ao xi-acto para retirar a matéria que está a mais”, contou a artista que trabalha também em parceria com a Oeste Dog Camp, uma escola de treino de animais das Caldas.
Claúdia Henriques, a responsável pela loja do Sr. Jacinto, estava satisfeita em expor as obras de Dila Moniz e de reiniciar as exposições no início deste verão. “Continuaremos a dar a conhecer os autores que aqui vivem na região”, asseverou. ■

Uma das suas pinturas que fez sobre madeira
Brincos da autora têm tecidos africanos impressos
Dila Moniz também tem propostas de anéis. Peças são feitas em vários materiais

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