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Bordados das Caldas aguardam certificação

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Bordados das Caldas aguardam certificação
Principelina Louçã quer continuar a apostar na formação de mais bordadeiras

No domingo, dia 1 de Dezembro, foi inaugurada na Capela de S. Sebastião, a exposição-venda de bordado das Caldas, promovida pela Associação de Bordados locais. Esta promoveu o primeiro curso de formação e quer continuar a apostar nesta área para que esta tradição local possa ter continuidade.

Disposta em várias bancas, pela Capela, há uma variedade de peças, adornadas com o bordado em vários tons de cor de chá. Podem pois ser adquiridos naperons, toalhas, panos para quadros, para tabuleiros e saquinhos.
Segundo a sua presidente, Principelina Louçã, este ano foi possível organizar – em parceria com o CEARTE (Centro de Formação Profissional para o Artesanato e Património) – uma acção de formação da qual resultaram nove bordadeiras certificadas que podem agora dedicar-se à realização deste bordado regional.
“Era algo que queríamos há muito tempo”, disse a dirigente acrescentando que a associação, sediada na Expoeste, gostaria de realizar uma segunda edição do curso de Técnicas e Pontos de Bordado em 2020. Este é leccionado por uma formadora do CEARTE e posteriormente complementado por uma bordadeira da Associação dos bordados locais.
“Gostaria que houvesse mais gente e mais jovens interessados em aprender este bordado específico”, disse a responsável à Gazeta das Caldas explicando que o curso de 75 horas decorreu até ao final de Novembro e foi realizado sobretudo aos sábados. A primeira formação contou com alunas das Caldas, de Óbidos, da Nazaré e de Lisboa.
Patente na exposição está também a colecção de joias da autoria da joalheira caldense Sofia Tregeira que é inspirada em motivos do bordado das Caldas. Há brincos, colares anéis e pulseiras, feitos em prata dourada, que são vendidos com pequenos sacos de linho, com motivos bordados.
“Infelizmente ainda andamos com o processo de certificação do bordados às voltas”, disse a presidente da Associação acrescentando que antes o processo era tratado pelo Qualifica e agora passou para o CEARTE.
Principelina Louçã diz que os critérios para a certificação são agora mais exigentes e “temos dificuldade em provar a origem do bordado local, pois não temos documentação que comprove que este foi iniciado pela Rainha D. Leonor e suas aias”. Há vários anos que o bordado procura a certificação e a presidente espera que o processo esteja concluído em breve.
A associação dos Bordados das Caldas da Rainha já esteve num evento em Arraiolos com o objectivo de divulgar esta tradição. As suas bordadeiras também já se deslocaram a Itália para participar numa iniciativa internacional desta área.
Em relação à comercialização esta só pode decorrer em eventos específicos como este tipo de exposições. A associação no futuro gostaria de dar resposta a encomendas de peças bordadas mas para já ainda não possui bordadeiras suficientes para assegurar os pedidos.
A exposição pode ser apreciada na Capela de S. Sebastião, situada ao cimo da Praça da Fruta, até 23 de Dezembro.

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