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As Caldas da Rainha mais perto de ser também conhecida pelo jazz

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As Caldas da Rainha mais perto de ser também conhecida pelo jazz
Carlos Mota Director do Festival

Gazeta das CaldasEstamos conscientes de que um festival internacional como este, que apresentamos anualmente em Caldas da Rainha e agora, também “timidamente” partilhado com Óbidos, envolve uma série de fatores artísticos e organizativos capazes de proporcionar uma imagem de referência de uma cidade como a nossa. É bom valorizar o impacto cultural que um evento destes proporciona no território regional e na referência artística que proporciona em termos nacionais, extravasando meras iniciativas de espetacularidades imediatas. No nosso caso, associamos ao evento o critério da qualidade e da formação musical além, claro está, da promoção de uma urbanidade ímpar no panorama regional.
O programa em 2017 mantém um conjunto distinto de estilos, que podíamos resumir como essenciais a uma percepção do universo de influências que o Jazz possui e proporciona.
Os destaques vão para grupos de referência internacional como é o caso de Jack Broadbent – aclamado como “O novo mestre da slide guitar” pelo festival de Jazz de Montreux e de “The real thing” pelo lendário Bootsy Collins – e que tem vindo a deliciar o público internacional com a sua mistura única de slide guitar e uma voz blues proeminente e inspiradora.
Também Hailey Tuck, nascida em Austin, Texas, e educada com uma dieta de jazz dos anos 30, vestidos vintage e filmes a preto e branco, cujo amor por tudo o que é old school a levou a mudar-se para França com apenas 18 anos à procura da la vie en rose e que, nos seus concertos, nos convida a entrar num mundo muito próprio, oferecendo-nos uma belle époque do século XXI.
O Club des Belugas com Brenda Boykin é uma das principais bandas de Nujazz na Europa, talvez no mundo, combinando os estilos contemporâneos European Lounge & Nujazz com Brazilian Beats, Swing e American Black Soul dos anos cinquenta, sessenta e setenta, usando criatividade e intensidade únicas; começaram a carreira em 2002 com “Caviar at 3 a.m.” e têm até hoje lançados 8 álbuns, 6 singles / EPs, um CD duplo ao vivo e um DVD ao vivo.

Patrícia Lopes, compositora e pianista brasileira, apresenta-se neste festival com um projecto constituído por voz, clarinete, piano e violoncelo, num trabalho em que revela interpretações de poesia “O Feminino em Fernando Pessoa.
Aaron Goldberg aclamado pela revista “Down Beat” pelos seus “reflexos harmónicos rápidos e inteligentes, pelo seu fluido comando de linha e pelo seu senso de lógica narrativa”, fez nome como um dos pianistas mais atraentes do jazz.
Jacqui Naylor e Art Khu – a par de Diana Krall, Jacqui Naylor é seguramente uma das vozes mais importantes do chamado Smooth Jazz. Com excelentes críticas e presença nas melhores salas e em quase todos os festivais, é com enorme prazer que anunciamos este regresso a Portugal para apresentação do seu novo disco Q & A.
A cantora e pianista Sarah McKenzie já tocou em alguns dos lugares mais emblemáticos do jazz, nos festivais de Monterey, Juan-les-Pins, Marciac e Perugia, Dizzy e Minton em Nova Iorque, bem como nos principais clubes de Paris, Londres, Viena, Munique e Sidney.
Mas não podíamos deixar de apresentar, aliás como é tradição do festival, um grupo originário de Portugal, este ano Afonso Pais e Rita Maria. Afonso Pais, referência estabelecida na cena musical nacional, desenvolve desde o início da sua carreira artística um trabalho de composição exploratório das vertentes e possibilidades da música escrita e da improvisação. Apresenta agora uma parceria artística com a aclamada cantora Rita Maria, singular intérprete e improvisadora, com o projecto intitulado “Além das Horas”.
Realçamos ainda o concerto de encerramento com uma grande senhora do Jazz mundial – Patrícia Barber. De regresso a Portugal após um interregno de nove anos, Patrícia Barber é um dos principais rostos do jazz, ao lado de outras talentosas intérpretes como Jane Monheit, Karrin Allyson ou Natalie Cole.
Além deste fantástico programa internacional apresentaremos mais 12 concertos e duas after party de livre acesso (Concerto Club des Belugas com Fat&Slim – electroswing duet e Jazz na Toca – Dj Paulo Azevedo – jazz, swing, blues em Vinil) integrados no Jazz na Cidade, Óbidos e Foz do Arelho, proporcionando momentos de descoberta de jovens músicos e de novas sonoridades numa festa em que o Jazz é o protagonista…
Cafés, restaurantes, escolas e hotéis abrirão suas portas, prevendo-se algumas inovações no decorrer do festival, nomeadamente na apresentação de uma ementa modelo “Drink e Food Jazz” criada no âmbito da parceria estabelecida com a Escola de Hotelaria e Turismo.
O festival integra no seu corpo de acção a formação musical, dando uma vez mais destaque à organização do workshop Big Jazz III, este ano sob a direcção do maestro Pedro Moreira, e dos formadores, Daniel Bernardes, Rúben de Luz e Inês Sousa, sendo a coordenação do projecto da responsabilidade do Maestro Adelino Mota.
Pela primeira vez haverá uma tertúlia à volta dos discos de Jazz e daremos espaço à apresentação de Jam Session’s no café concerto do CCC. No programa mantemos a cooperação com as filarmónicas locais e da região, convidando-as anualmente a apresentar um concerto de jazz, incorporando no seu historial novas áreas musicais que se oferecem ao público.
Cremos que este projecto pode vir a dar mais valor às Caldas e à Região Oeste e ter uma maior visibilidade nacional e internacional, se para isso os apoios forem menos modestos e os enquadramentos operacionais para a sua promoção forem mais robustos.
Dificilmente vai deixar de querer estar presente e deixar-se absorver pelos sons que aqui se vão apresentar.

Por: Carlos Mota
Director do Festival

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