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Artistas caldenses fizeram parte do Fazunchar em Figueiró

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Artistas caldenses fizeram parte do Fazunchar em Figueiró
Entre os vários quadros da peça houve um ligado às lavadeiras

A atriz e encenadora Inês Fouto apresentou projeto no Fazunchar e convidou mais autores Apresentaram projeto de teatro itinerante e comunitário

”Figueiró em Cena” designou o percurso de teatro itinerante que teve lugar a 23 de agosto em Figueiró dos Vinhos, inserido na programação do Festival Fazunchar. Trata-se de um evento de arte e comunidade, que já vai na 7ª edição e que decorreu de 16 a 24 de agosto e que inclui arte urbana, esculturas, música, teatro, workshops e um mercado de autor.

A convite do artista Ricardo Romero, curador do evento, Inês Fouto resolveu criar este percurso onde o teatro e a música se reuniram para dar vida a vários quadros onde há fortes referência ao pintor caldense José Malhoa (1855-1933) que viveu durante vários anos em Figueiró dos Vinhos. A sua casa, denominada “Casulo” é hoje uma casa-museu. O artista naturalista caldense apaixonou-se pelo local repleto de paisagens e gentes para retratar.

A atriz convidou ainda o caldense e músico Quitó para participar neste “Figueiró em Cena” . Tocou gaita de foles e guitarra. Com Inês Fouto fechou o percurso itinerante interpretando o “Fado Malhoa” na varanda do Casulo. Participou também Ana Paula Proença, docente de Teatro no IPL – e que foi a cicerone do percurso teatral. Teve o papel de conduzir o público pelos vários locais que integraram o percurso.

“Convidámos a comunidade de Figueiró a participar connosco nesta iniciativa”, disse a atriz à Gazeta das Caldas. E para tal a atriz coordenou uma oficina de teatro – que decorreu nos dias 20, 21 e 22 de agosto – e que depois possibilitou aos participantes poder fazer parte do percurso de “Figueiró em Cena”. Perto de uma dezena de pessoas quis fazer parte desta iniciativa e o mais interessante é que “contámos com avós, mães, tias e filhos com quem partilhámos histórias e memórias que acabaram por fazer parte do espetáculo. “Foi uma partilha muito rica com estórias ligadas àquela comunidade e território”, disse a atriz, acrescentando que foi após a morte da sua mulher, que o pintor resolveu ficar a viver em Figueiró. Foi lá que pintou “O Remédio” até numa procura de “cura para a perda da sua mulher” e foi naquela localidade que o artista pintou muito e conseguiu encontrar força e ânimo para a sua vida. Na pintura há uma mulher que conhecia os segredos das plantas e que levava os medicamentos a quem morava mais longe da vila. “Tivemos oportunidade de partilhar saberes sobre cura e plantas com alguém que ali vive. É este tipo de relação que nos interessa integrar na própria dramaturgia da peça”, disse a autora.

“Figueiró em Cena” teve cinco momentos chave, alguns acompanhados por música e por dança. Um deles integrou uma homenagem às lavadeiras. Houve um momento ligado a Camões e isto porque há esculturas e estudos sobre Inês de Castro que originaram também obras de arte pública recentes e que podem ser apreciadas pelas ruas de Figueiró. Este percurso encenado foi único e criado de propósito para o Fazunchar. Inês Fouto já tinha feito anteriormente os Altergos de Bordallo e dado vida a vários quadros do Museu José Malhoa com o teatro. A encenadora, também docente na ETEO, gostava de poder trabalhar teatro e espaço público da cidade das Caldas.

Um dos momentos de arte dramática do “Figueiró em Cena”
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