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Artes nos Silos por causa de uma mala perdida

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Artes nos Silos por causa de uma mala perdida

1InesSampaioUma estudante da ESAD levou a cabo, a 4 de Março, uma intervenção cultural inspirada num evento menos positivo. Em Novembro, quando se deslocava das Caldas para Lisboa, perdeu uma mala na estação de comboios de Sete Rios. Em vez de se sentir mal, propôs-se trabalhar sobre o que aconteceu e a ela juntaram-se 20 autores que desenharam, cantaram e apresentaram performances dando corpo e alma à iniciativa “E Tudo o Comboio Levou”. Depois das Caldas, Inês Sampaio quer apresentar este evento noutras localidades.
Após de ter ido três vezes à esquadra local, Inês Sampaio perdeu a esperança de encontrar a mala. E o que tinha essa mal? “Tudo! O meu computador, a máquina fotográfica, a mesa digital gráfica para fazer os desenhos, os óculos de sol, as chaves de casa…”.
Decidiu depois seguir o conselho de uma amiga e de se “reconstruir” das cinzas, criando trabalhos criativos e contar a história do que lhe aconteceu. A jovem é de Almada, tem 20 anos e está a estudar Som e Imagem na ESAD, após ter passado pela Escola António Arroio no secundário. A autora – que assina as suas obras com Se Mente – começou por realizar 20 ilustrações sobre os vários momentos da perda e decidiu convidar amigos artistas para participarem consigo nesse processo.
“Ao todo estão comigo 20 artistas, alguns de Porto e de Lisboa e um de Glasgow, que está em Portugal a fazer Erasmus”, disse Inês Sampaio. Além de uma fanzine, resultou uma exposição, contando também a iniciativa com concertos, performances, videomapping e apresentação de curtas-metragens sobre o que acontecera e também sobre o tema da perda. De “E Tudo o Comboio levou” fizeram também parte as actuações de duas bandas das Caldas (Fuzz e I am The Ghost of Mars), uma cantautora de Leiria (Surma) e um grupo do Porto (Rarareruri).
Nuno Silas apresentou uma performance e Miguel Marques apresentou vídeos minimalistas. Ao todo foram duas dezenas os artistas que quiseram dar a sua interpretação sobre o que aconteceu à Inês Sampaio. A autora está disponível para apresentar este trabalhos noutras localidades do país. Para mais informações sobre o projecto consultar https://www.facebook.com/etudoocomboiolevou

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