
de professores. Fui colocada na Escola António Arroio, em Lisboa, onde tive o prazer de “voltar a casa”, pois esta foi a minha escola em miúda. No final desse ano lectivo fui para S. Jorge fazer a residência artística cheia de boa energia. Em Setembro regressei às Caldas, mas para a Escola Raul Proença, onde estou agora. GC: E continua ligada à dança contemporânea? DN: Sim, estou a trabalhar com um grupo pequeno, mas muito activo nos Silos no espaço XIU. É um local onde se respira criatividade e muita energia. Interessa-me sobretudo o não haver regras e tudo ser permitido, todas as ideias são válidas desde que resultem. Isso é um passo à frente de tudo o que normalmente se faz por aqui. GC: Qual o seu meio de expressão de eleição? DN: São as Artes Plásticas e dentro delas o Desenho que pratico desde que me lembro. È o meu meio de experiência de eleição onde me permito errar, correr riscos, perder-me e por fim conceptualizar as perguntas que me fiz antes de iniciar cada projecto criativo. Em arte é preciso correr riscos, de nos questionar constantemente questionar a própria questão a que nos propusemos. GC: Como surgiu a oportunidade de trabalhar sobre os Açores? DN: Eu estava a escrever uma proposta para fazer uma residência no Japão, mas os entraves eram muitos. Um amigo dos Açores mandou-me fotos do Pico visto de S. Jorge. Eram extraordinárias porque permitiam uma distanciação suficiente para eu poder estudá-lo como paisagem. GC: Que tipo de obras vão estar na sua exposição? DN: Estão três séries: “pequeno oceano privado”, “um silêncio assim azul” e “paisagens nocturnas”, num total de 45 desenhos.