Início Sociedade Enfermeiros especialistas em Obstetrícia do CHO prestarão apenas cuidados gerais até verem aumentados os salários

Enfermeiros especialistas em Obstetrícia do CHO prestarão apenas cuidados gerais até verem aumentados os salários

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Nove dos 18 enfermeiros especialistas em Saúde Materna e Obstetrícia (EESMO) do Centro Hospitalar do Oeste uniram-se ao movimento nacional EESMO, em defesa de melhores condições laborais.
“Este movimento surgiu de forma espontânea e independente dentro deste grupo profissional e nas últimas semanas tem vindo a ganhar forma”, informa nota de imprensa enviada pelos signatários do CHO, que reivindicam o facto de há mais de uma década trabalharem como enfermeiros especialistas mas serem remunerados como enfermeiros de cuidados gerais.

“Perante a perpetuação desta situação injusta e discriminatória, e apesar do descontentamento assumido e das inúmeras tentativas de resolução por via do diálogo, a prepotência dos vários governos tem-se mantido”, acrescentam os enfermeiros, que decidiram tomar uma posição conjunta e já informaram o Conselho de Administração que, a partir do dia 3 de Julho, apenas prestarão cuidados de enfermagens gerais. O Conselho de Administração do CHO é um dos 30 que, a nível nacional, já foram notificados, entre hospitais e centros de saúde.
“Estaremos presentes no nosso local de trabalho, cumprindo todas as exigências de segurança e qualidade que a profissão impõe, mas desempenhando apenas as funções para as quais fomos contratados e pelas quais somos pagos”, explicam, esclarecendo que pretendem ver a sua carreira profissional regulamentada com a mesma dignidade de outras profissões e a sua tabela salarial adequada à “responsabilidade e complexidade” das funções que desempenham.
Actualmente existem mais de 2000 enfermeiros portugueses com o título de Especialista em Saúde Materna e Obstetrícia, reconhecido e atribuído pela Ordem dos Enfermeiros. Estes profissionais assumem responsabilidades clínicas nos cuidados obstétricos às mulheres, casais e recém-nascidos, sendo que entre as várias competências especializadas que possuem destacam-se: vigilância da gravidez, planeamento familiar, saúde da mulher, interrupção da gravidez, assistência no trabalho de parto, urgências e emergências obstétricas, cuidados no pós-parto e amamentação. Além da licenciatura em Enfermagem, os EESMO frequentaram um curso de especialização, que na actualidade confere o grau académico de mestre.
O movimento EESMO conta com o apoio da Ordem dos Enfermeiros, órgão que após ter tomado conhecimento desta iniciativa, “reconheceu a injustiça e necessidade de resolução urgente da situação”, refere a nota de imprensa. Conta também com o apoio e representação da FENSE, constituída pelo Sindicato dos Enfermeiros e Sindicato Independente dos Profissionais de Enfermagem.
Gazeta das Caldas pediu um comentário ao Conselho de Administração do CHO sobre este assunto, mas não obteve resposta.

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