Consensual é também que a obra possa ser feita de forma faseada, mas que a sua programação estratégica deve ser desde já definida. Organizada pela Comissão para a Defesa da Linha do Oeste, a sessão contou com a presença de cerca de 40 pessoas, entre deputados na Assembleia da República, autarcas e população interessada no futuro da ferrovia.
Horas depois de ter apresentado um projecto de resolução na Assembleia da República em defesa da requalificação do transporte ferroviário da Linha do Oeste como factor de desenvolvimento regional, o deputado Bruno Dias esteve nas Caldas da Rainha. Considera que esta linha é importante não só para a região, mas para o país, e defendeu a sua modernização faseada, embora assente numa estratégia de médio e longo prazo. De acordo com o deputado do PCP, deve ser considerada toda a linha nos projectos de modernização, envolvendo os troços a sul e norte das Caldas, no quadro de elaboração do Plano Ferroviário Nacional, bem como da reanálise do Plano Estratégico de Investimentos em Infraestruturas em Ferrovia – 2020. Entende que a discussão da linha não faz sentido sem abordar o material circulante, defendendo a preparação para a sua substituição futura, com a adopção da tracção eléctrica. Bruno Dias pediu ainda a reabertura de estações com pessoal ao seu serviço, que se possa dar a devida assistência aos passageiros, e a instalação nas estações e apeadeiros de um sistema de informação electrónica para se poder saber os horários em tempo real. Para o deputado do BE na Assembleia da República, Heitor de Sousa, o actual governo fez mal em continuar o plano do seu antecessor, que “excluía as pessoas e concentrava os investimentos na ferrovia de mercadorias”. Defende a revisão do plano estratégico de transportes, assim como a requalificação de toda a Linha do Oeste.