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Ordem Honorífica de Torre e Espada exposta no Museu do Ciclismo

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Ordem Honorífica de Torre e Espada exposta no Museu do Ciclismo
2016-04-29 Primeira.indd“Alguns momentos dos últimos tempos da vila das Caldas (1900-1927)” intitula a exposição que será inaugurada no Museu do Ciclismo amanhã, 30 de Abril. A mostra é composta por uma série de documentos e elementos iconográficos e fotográficos que registam a vida na vila nos inícios do século XX. Das inúmeras memórias o destaque vai para o colar e insígnias da Ordem da Torre e Espada – Grau Cavaleiro, com que as Caldas foi agraciada em 1921.
 
Fátima Ferreira
fferreira@gazetadascaldas.pt
A condecoração da Ordem de Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito, atribuída à então vila das Caldas em 1921, será pela primeira vez exposta. O galardão perdeu-se até que Mário Lino, na posse dos documentos originais, conseguiu junto das ordens honoríficas, que fosse feita uma segunda via que agora pode ser visitada no Museu do Ciclismo e depois será entregue à Câmara. Esta condecoração foi dada às Caldas pelo “heroísmo, civismo e amor que manifestou em sustentar a integridade das instituições republicanas quando estas perderam perigo de ser subvertidas pela acção proeminente e que os monárquicos tinham dentro da República”, refere o decreto datado de 1919. Assinada pelo então Presidente da República, João de Castro Silva Antunes, o colar e insígnia foram colocados na bandeira caldense a 15 de Maio de 1921. “Quem segurou a bandeira foi o deputado Custódio Freitas”, recorda Mário Lino à Gazeta das Caldas. Para além do galardão atribuído à então vila das Caldas, a exposição “Alguns momentos dos últimos tempos da vila das Caldas (1900-1927)” é composta por uma série de documentos que registam o quotidiano caldense nos inícios do século XX. Uma imagem do Cyclo Club Caldense, datada de 1901, marca o início da mostra, que se prolonga com vários elementos até à inauguração da pista de ciclismo em 1904. Uma outra foto, também de 1901, marca a inauguração do Teatro Pinheiro Chagas, seguindo-se outras que mostram as ruas e a vida quotidiana das Caldas. Há também imagens dos bombeiros caldenses na Praça D. Maria Pia e da última visita do rei D. Manuel às Caldas, em 1909, para assistir a um concurso hípico. A acompanhar a foto está um texto que relata a vinda do monarca à vila e o agradecimento que faz à autarquia. Terminado o período monárquico, os visitantes entram na República, com exemplos de vários topónimos que foram alterados com este novo regime, como é o caso da Praça D. Maria Pia que passou a ser a Praça da República. A nova bandeira, que esteve hasteada nas Caldas a 5 de Outubro de 1910, também está patente na exposição. Existe ainda um exemplar de um estudo para uma das bandeiras da República, com influência brasileira, e de vários jornais publicados no dia da implantação da República. Fotos da vinda do Regimento de Infantaria 5 para as Caldas, em 1918, uma foto do “soldado Milhões”, que se distinguiu na primeira Guerra Mundial, e um capacete da altura também documentam o início dos anos 20, bem como um desenho feito para um painel, que nunca chegou a ser concretizado, de homenagem ao soldado desconhecido.
Destaque ainda para as feiras das Caldas de 1925 e 1927 com vários painéis e a elevação a cidade, em 1927, como revela um artigo da Gazeta das Caldas, que se encontra reproduzido na mostra.

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