Início Cultura Salvador Martinha pôs 600 pessoas a rir

Salvador Martinha pôs 600 pessoas a rir

0
Salvador Martinha pôs 600 pessoas a rir

2016-04-22 Primeira.inddO humorista Salvador Martinha conseguiu pôr as cerca de 600 pessoas que encheram o grande auditório do CCC na noite do passado sábado a rir às gargalhadas durante o seu já famoso espectáculo “Na Ponta da Língua?”. Foram quase duas horas com grande interacção com o público – que se tornou parte do espectáculo – e com piadas sobre as Caldas. A polémica do concurso de sardas, a praia da Lagoa de Óbidos, o Toma e os alunos da ESAD foram algumas das suas “vítimas”.

Isaque Vicente
ivicente@gazetadascaldas.pt
Depois de entrar em palco com o seu, já famoso, “como é que é pussys?” e de fazer piadas sobre cabelo (ou ausência dele) –  interagindo com o público -, entrou no tema “velhinhas”. Disse uma piada, mais outra e eis que uma senhora lhe grita da plateia: “havias de dizer isso era à tua avó”. Aí Salvador mostrou o quão à vontade está em palco, brincando com a situação. Sozinho em palco, apenas com uma grande língua vermelha a descer do tecto, o humorista trouxe o tema das sardas das Caldas, pedindo para alguém lhe explicar a situação, mas o público ainda estava acanhado. Salvador Martinha não se chateou e voltou a usar isso a seu favor. “Vou dar um tiro a quem me deu esta indicação: tens de falar das sardas, toda a gente está a falar disto”, gracejou. Brincou com os telemóveis actuais, comparando-os com os antigos. Fez piadas sobre a juventude e abordou a dependência das tecnologias. Explicou as razões para o sucesso dos festivais de Verão: “é a única altura do ano em que podemos beber a cerveja “Não Tive Educação em Casa” e, mais importante, podemos ver as miúdas com microcalções”. E tendo em conta o ritmo a que estes têm sido reduzidos, vaticinou que no futuro “os microcalções vão ser um selo no clitóris”. Para além disso, apontou, “são minicalções bipolares: da cintura para cima são tão subidos que parecem velhas conservadoras; da cintura para baixo são tão curtos que parecem ser de funkeiras da tijuca a dançar creu”. Brincou com o comportamento das pessoas nos museus e nos hóteis e apontou as diferenças entre os hotéis de ricos e os de pobres. Não perdeu a oportunidade para chalacear a falta de agressividade e passividade do povo português. “Pensem nos lesados do BES que perderam as poupanças de uma vida – 100, 200 mil euros – o que é que fazem? Juntamse todas para dar um tiro no joelho do banqueiro? Só para avisar? Não… Juntam-se todos, vão a uma papelaria e compram canetas de feltro e cartolinas para fazer cartazes”. Houve ainda uma referência aos alunos da ESAD, ao Toma e outra à antiga discoteca Green Hill. No final do espectáculo, e com um saco de cavacas e de beijinhos das Caldas que comprou para levar para os colegas da rádio, Salvador Martinha contou que foi a terceira vez que veio às Caldas. “Foi das que mais gostei! Foi a primeira sóbrio”, brincou. “Gostei muito do público, acho que a sala é muito moderna e mistura uma plateia jovem com pessoas de todas as gerações o que torna o espectáculo mais desafiante”, afirmou. Explicou que a participação do público é o que torna o espectáculo único, como aconteceu com a senhora que interagiu com ele. Salientou o papel do CCC e o facto de ter encontrado jovens a estudar naquele espaço. A terminar um elogio a “um bom público, que reagiu, brincou comigo e que me tentou “enterrar””. O caldense Nuno Vital foi uma das “vítimas” de Salvador porque é careca. Mas divertiu-se. Já conhecia o trabalho deste humorista e gostou de o voltar a ver. A brincar, destacou a sua participação. “É importante as piadas que ele faz da terra pois ajuda a dar a conhecer a quem não é de cá”, disse. A jovem Carolina Pereira veio de Porto de Mós para ver “Na Ponta da Língua”, que considerou “muito bem conseguido”. “Conseguiu animar o público”, afirmou, destacando “o contacto com o público que ajudou bastante no desenrolar do espectáculo”. Da Benedita veio Paulo Borralho, jovem que nunca tinha assistido a uma noite de stand-up comedy. “Superou as minhas expectativas”, contou, notando que “o público ajudou imenso”. “Foi uma noite de gargalhadas”, resumiu.

Loading

Visão Geral da Política de Privacidade

Este website utiliza cookies para que possamos proporcionar ao utilizador a melhor experiência possível. As informações dos cookies são armazenadas no seu browser e desempenham funções como reconhecê-lo quando regressa ao nosso website e ajudar a nossa equipa a compreender quais as secções do website que considera mais interessantes e úteis.