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Resíduos colocados em antigo areeiro preocupam Junta de Freguesia

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Resíduos colocados em antigo areeiro preocupam Junta de Freguesia

O Ministério do Ambiente fez uma acção de fiscalização nos terrenos de um antigo areeiro, situado junto à estrada da Foz, na sequência de uma queixa apresentada pela Junta de Freguesia de Santo Onofre relativa à deposição de diversos tipos de detritos naquele local.

Nos últimos anos o presidente da Junta, Abílio Camacho, tem alertado por diversas vezes as autoridades (desde a Câmara Municipal à Delegação de Saúde) para a existência resíduos potencialmente poluidores naquele terreno. “Nós achamos que pode haver aqui um problema ambiental grave”, afirmou o autarca.

Recentemente começaram a ser feitas terraplanagens e Abílio Camacho teme que estejam a ser enterrados alguns resíduos que podem contaminar os solos. “Há aqui muito betão com ferro à vista”, salientou.

Contactado pela Gazeta das Caldas, o empresário José Saraiva, proprietário do antigo areeiro, garante que tem tido cuidado em não depositar nada que possa prejudicar o ambiente, mas acha que o mesmo pode não estar a acontecer numa parcela de terreno que fazia parte da exploração e que vendeu recentemente. “Nessa zona até corre ali uma linha de água”, comentou.

José Saraiva queixou-se também que, às vezes, desconhecidos depositavam determinados inertes na sua propriedade. Quanto às terraplanagens, o empresário diz que tem utilizado matérias não poluentes e que uma parte do entulho utilizado veio das obras do antigo Hotel Lisbonense.

Charcas são perigosas

Por outro lado, o presidente da Junta de Sto. Onofre, Abílio Camacho, está preocupado com a existência de várias charcas em buracos de onde eram retiradas as areias e que agora estão cheias de água. Esses locais são por vezes freqüentados indevidamente por jovens, o que constitui um risco de acidente.

Há cerca de 15 anos houve mesmo um acidente mortal com uma criança naquele local, e recentemente têm surgido outros casos graves em charcas noutras zonas do país.

O proprietário do terreno concorda e diz estar preocupado com esta situação, mas não adiantou se iria tomar alguma medida.

Abílio Camacho mostra-se impotente: “não tenho poderes para fazer nada, apenas posso alertar as pessoas para esta situação”.

Já José Saraiva disse estar disponível para vender ou fazer uma permuta do terreno, de modo a que toda aquela área possa ser reabilitada.

No final de Julho o Ministério do Ambiente, através da delegação do Oeste, fez finalmente uma acção de fiscalização ao local, mas estão agora a “analisar os resultados da mesma”, segundo uma informação do gabinete de imprensa da CCCDR-LVT (Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo). Aquela entidade garantiu que mais tarde prestaria informação sobre este caso.

 

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