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Os Rapazes dos Tanques contam nas Caldas da Rainha uma história decisiva do 25 de Abril

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Os Rapazes dos Tanques contam nas Caldas da Rainha uma história decisiva do 25 de Abril

Penteado-copy Climaco-copy jose-Acacio-Moreira-copyNa próxima quarta-feira, dia 16 de Abril, no âmbito das comemorações dos 40 anos do 25 de Abril, o jornalista Adelino Gomes e o fotógrafo Alfredo Cunha, apresentam no CCC, às 20h00, numa sessão aberta ao público, o livro “Os rapazes dos tanques”.
Nesta excelente obra, densamente ilustrada com fotografias dos principais momentos da revolução de Abril, aqueles autores narram “a História”, que deu um resultado da Revolução e podia ter virado os acontecimentos, ou pelo menos, poderia ter marcado os mesmos a traços muito mais vivos de sangue, caso corresse de outra forma.
Com base num testemunho do capitão Salgueiro Maia, Adelino Gomes e Alfredo Cunha, percorreram o país para encontrar o militar que estava num carro de combate e se havia recusado a obedecer a um brigadeiro para disparar sobre a força sitiante e sobre o seu comandante Salgueiro Maia.
Todos estes acontecimentos se passam manhã cedo, no Terreiro do Paço e na Avenida Ribeiro das Naus, quando o cabo José Alves da Costa, que está num blindado M47 e recebe ordens do brigadeiro Reis para disparar sobre o capitão Maia. Como o seu comandante, alferes Sottomayor, se havia negado a disparar, este fecha-se na cabine e também não dispara e desobedece ao brigadeiro.
Este facto singelo pode ter determinado o correr da história da Revolução de Abril, que teve um número pequeno de mortes em incidentes menores.
São estes factos, contados de uma forma quase inédita e simples, que emergiram nos últimos dias com a publicação deste livro e que vão ser contados na próxima quarta-feira, nas Caldas da Rainha
Para a sessão estão também convidados três militares que se encontravam no palco das operações, um do lado das forças de Santarém e outros das do Regimento de Cavalaria de Lisboa, e que vivem 40 anos depois, na nossa região.
O livro tem tanto de singelo como de puro, na descrição dos acontecimentos e do comportamento dos dois lados da barricada, que depois, com o desenrolar dos factos, se transformou numa e mesma barricada, para construir um país novo.
Estamos certos que a próxima quarta feira será um momento forte das recordações do 25 de Abril de há 40 anos e mesmo do 16 de Março, em que também houve um brigadeiro (Serrano) a querer castigar os homens do RI5. Nestas coisas há sempre um brigadeiro. Só que a história faz-se mais com os soldados e os seus capitães…
Não falte pois, caro leitor, na próxima quarta-feira no CCC às 21 horas para assistir ao reencontro entre os jornalistas e os seus entrevistados que viveram a história ao vivo: o então alferes José Clímaco Pereira, natural do Bombarral e que foi professor na Escola Secundária Rafael Bordalo Pinheiro; João Penteado, que era cabo condutor de um carro de combate M47 do Regimento de Cavalaria 4 e que hoje vive na Amoreira de Óbidos; e José Acácio Moreira, 1º cabo apontador de carro de combate, também do RC4 e que foi o primeiro carro a juntar-se à coluna de Santarém, que vive hoje em Salir do Porto.
Os três são ainda hoje grandes admiradores do capitão Salgueiro Maia, tendo o alferes Clímaco desempenhado um papel crucial na preparação da coluna que chegou a Lisboa a partir de Santarém.
Não esqueça e compareça!

JLAS

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