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Falta de respeito na Assembleia Municipal

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Sem respeito ou competência, assim decorrem as reuniões na Assembleia Municipal das Caldas da Rainha.
Marcadas para as 21 horas, começam sempre depois das 21h30. Os seus membros passeiam-se, conversam uns com os outros, entram e saem da sala, sem respeito pelo público que ordeiramente toma o seu lugar às 21 horas .
Sem competência e sem controlo, o seu presidente, preside a toda esta desordem, usa com arrogância a sua maioria partidária de 20% do eleitorado, trata com paternalismo os elementos da sua cor política, com grosseria os que se lhe opõem e ao público ameaça expulsar  se dizem duas palavras (“Muito bem!”)
“Muito bem!” dissemos nós à resposta justamente indignada do professor Edgar Ximenes aos comentários despropositados deste presidente da Assembleia Municipal.
A continuar tal prática anti-democrática, este homem, sem noção do privilégio que é servir com dignidade, vai sofrer a indignação do público contribuinte cada vez mais informado dos seus direitos cívicos e políticos. Não cremos que, haja alguém, mesmo simpatizante da coligação partidária no poder local, que se possa sentir confortável com o que se passa nestas reuniões da Assembleia Municipal.
Temos pena que Lalanda Ribeiro  tenha delegado a responsabilidade da sua candidatura pois temos a certeza que, com a sua conhecida cortesia, sentido do que é apropriado e competência, nos teria assegurado uma Assembleia Municipal à altura do que é  devido, por lei,  aos eleitores-contribuintes concelhios.

Margarida Mauperrin

NR – Gazeta das Caldas deu conhecimento desta carta ao presidente da Assembleia Municipal das Caldas da Rainha, que respondeu da seguinte maneira:

Parece que a subscritora da carta não terá apreciado o facto de, na Assembleia Municipal de 25 de Fevereiro último, ter sido advertida, pelo Presidente da Mesa, de que não podia manifestar-se (circunstância que, aliás, resulta da lei) após uma intervenção de um membro da Assembleia, eleito pelo MVC, que a referida senhora pretendia apoiar.
Lamenta-se que a mesma senhora venha agora usar o insulto soez e pessoal como arma de combate político, porque é de combate político que se trata, sobretudo para quem pretendia ser o exemplo de uma “lufada de ar fresco” na política concelhia.
Cara senhora, se me permite, melhor seria V. Exª não usar o pior da política.
Pela nossa parte nada, nem ninguém, nos demoverá de continuar a batalha pelos interesses dos caldenses, pela resolução dos seus problemas e preocupações, pela dignificação da Assembleia Municipal e participação democrática de todos na vida política do concelho.
Outras atitudes, outras acções ficarão com quem as toma.
Os caldenses julgarão.

Luís Ribeiro

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