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Comissão Cívica de Protecção do Hospital Termal

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O Hospital Termal e as Caldas da Rainha formam um todo, na sua origem e evolução. Estão unidos pelo espírito arrojado e inovador da sua criação: o primeiro Hospital moderno de Portugal, o primeiro grande hospital português, uma cidade hospitalar marcada pela benemerência e pela dedicação à Saúde dos Portugueses, sem discriminações. Na intenção da sua Fundadora, os menos favorecidos foram colocados no centro das preocupações, oferecendo-lhes um Hospital obedecendo aos mais elevados padrões da época.
As Caldas orgulham-se desse passado e não aceitam que não tenhamos hoje o mesmo arrojo e inovação demonstrados pela Rainha D. Leonor ao fundar o seu Hospital.
Ao longo dos séculos nunca lhes faltou o apoio das mais elevadas autoridades de Portugal, e não se compreende que seja nesta época de crise, quando tantas durante a sua existência houve, que alguns preconceitos em voga ponham em causa a existência do seu Hospital.
O Hospital Termal deve continuar a existir como entidade autónoma, com a riqueza do seu património histórico, incluindo a titularidade das suas águas e no respeito dos mesmos valores de solidariedade que presidiram à sua criação e continuidade. O seu lugar na Saúde é inquestionável, não pela tecnologia, mas pelos efeitos curativos, reabilitadores e promotores da saúde das suas águas e métodos de tratamento. Não abdicamos disso.
Atento ao supracitado, não abdicamos das condições – indiscutíveis – para a continuidade do Hospital no futuro:
1. A primeira de todas, sempre: o respeito pelo legado da Rainha D. Leonor,  mantendo-se o Hospital aberto e acessível aos Portugueses com menores recursos, os pobres, nas palavras da sua Fundadora.
2. O respeito pelo Hospital como unidade especializada, centrada na prevenção, mas também na prestação de cuidados de saúde termais, com internamento, reabilitação e funções complementares às referidas.
3. O reconhecimento da sua personalidade jurídica autónoma, pela criação de uma estrutura com autonomia jurídica, económica, financeira e de gestão autónomas.
4. A manutenção da propriedade e administração do seu património na esfera do Hospital Termal.
5. A continuidade do contrato de exploração das águas termais no âmbito do Hospital.
Defendemos estas condições porque são a única forma de preservar a existência futura do Hospital Termal, obra que identifica as Caldas da Rainha, desde a sua origem, e que integra o património histórico  termal mais valioso de Portugal.
Assim surge a Comissão Cívica de Protecção do Hospital Termal.
Esta Comissão tem como objectivo defender a continuidade da matriz identitária da Cidade de Caldas da Rainha: o Hospital Termal, as águas milagrosas que o alimentam, o demais Património que com estes formam um todo – uno e indiviso – mantendo e potenciando assim o Legado que aos pobres foi deixado pela Rainha D. Leonor aos pobres e enfermos, porque o direito à Saúde é de todos – na época, como hoje – e, como tal, não pode estar acessível apenas às pessoas que mais rendimentos detêm.


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