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Governo mantém exclusão da Mata no processo de classificação do Hospital Termal

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Governo mantém exclusão da Mata no processo de classificação do Hospital Termal
Secretaria de Estado da Cultura não foi sensível aos pedidos caldenses de classificação deste espaço verde. (Foto Solange Filipe)

A Secretaria de Estado da Cultura mantém a exclusão da Mata Rainha D. Leonor da área de classificação do Hospital Termal das Caldas da Rainha. Esta a resposta dada pela tutela aos deputados da Assembleia da República pelo Partido Ecologia “Os Verdes” (PEV), José Ferreira e Heloísa Apolónia, que questionaram as razões que levaram à exclusão da Mata do perímetro de classificação do conjunto termal e se está previsto algum Plano de Salvaguarda para a zona dos 50 metros.
O governo refere ainda a importância da Mata enquanto contexto que justifica o parque D. Carlos I, destacando as valências do foro ambiental, nomeadamente hidrogeológicas, ecológicas, geológicas, botânicas e geotermais. Mas diz que não foram enviados à Direcção Geral do Património Cultural “contributos para o reconhecimento de valores patrimoniais em presença que suportassem a respectiva classificação isolada ou integrada no complexo termal”. Fundamenta ainda a sua decisão com considerações de autores como Luís Aires-Barros, Helena Gonçalves Pinto e Fernando Catarino, destacam “alterações profundas que vieram a condicionar irreversivelmente a identidade e integridade deste espaço e a dissociá-lo da unidade Hospital-Parque-Mata”.
A bibliografia remete, de acordo com a tutela, para um “passado perdido”, do qual subsistem “poucos e alterados testemunhos, exacerbando essencialmente os valores subsistentes de feição ambiental”, que poderão vir a ter legislação administrativa específica.
Desde 19 de Setembro, altura em que foi publicado em Diário da República, o anúncio da abertura do processo de classificação do Hospital Termal e do Parque D. Carlos I, sem que a Mata fosse incluída, que diversos organismos mostraram a sua oposição. Entre eles estão a Nostrum – Associação de Defesa do Património Ambiental, o Conselho da Cidade e a Comissão de Utentes Juntos Pelo Nosso Hospital, bem como o partido “Os Verdes” que questionaram a Secretaria de Estado da Cultura nesse sentido.
Todos defendem a integração da Mata que, nos seus 17 hectares, é uma peça indissociável daquele património, nomeadamente pelo seu valor hidrogeológico, protecção aos aquíferos nela existente e dos furos de captação de águas termais que servem actualmente o Hospital Termal, que estão localizados no seu solo.
As várias entidades realçam também a riqueza vegetal da Mata e do Parque D. Carlos, que representam os únicos espaços verdes situados no interior da cidade.
Após a aprovação da candidatura do Hospital Termal e do Parque pela Secretaria de Estado da Cultura, o processo segue para Conselho de Ministros e posterior ratificação e promulgação pelo Presidente da República.

Fátima Ferreira
fferreira@gazetadascaldas.pt

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