Início Breves “Inchaço” nas pernas. O que fazer?

“Inchaço” nas pernas. O que fazer?

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A origem mais comum dos Edemas dos membros inferiores parece estar relacionada com duas patologias, principalmente, a Insuficiência Linfática e a Insuficiência Venosa Crónica que tanto poderá aparecer simultaneamente como em separado.
Os sinais e sintomas sentidos pelas pessoas que sofrem destas condições são as pernas e/ou pés inchados, pesados, cansados, que poderão piorar ao longo do dia, melhorar ou não com a elevação das pernas e com o descanso, consoante a patologia.
Quem sofre destes problemas sabe que a chegada do calor do Verão piora bastante estes sintomas e isto é muitas vezes limitativo de realizar algumas actividades que necessitem de mais tempo de pé, andar ou de utilizar roupa e sapatos mais descobertos.
Para diminuir o impacto causado por estas patologias, principalmente nesta época do ano, as técnicas de drenagem linfática e venosa, assumem uma importância vital no conforto e na redução do volume das pernas e/ou pés.
Para um óptimo resultado é fundamental avaliar inicialmente o tipo de edema presente, se maioritariamente linfático, venoso ou misto (linfático e venoso). Esta divisão assume uma importância enorme na escolha das técnicas a utilizar.
Quando estamos presentes a um edema linfático utilizar-se-ão principalmente duas técnicas com objectivos diferentes mas complementares: Drenagem Linfática Manual (DLM) que remove o fluído linfático estagnado das áreas edemaciadas para outros locais do corpo. Este processo requer a aplicação de uma pressão suave, pela localização superficial da rede linfática, imediatamente abaixo da pele, reduzindo a concentração de proteínas dos espaços intersticiais e facilitando o retorno do fluxo linfático para a circulação venosa. Após a DLM, e com objectivo de drenar principalmente a componente líquida do edema (água) utiliza-se a Pressoterapia, manga pneumática com vários compartimentos, que exerce pressão sobre os tecidos através do enchimento de cada câmara com ar, funcionando de distal para proximal.
Após o primeiro tratamento é normalmente sentido aumento no conforto e diminuição do volume, melhorando cada vez mais ao longo dos tratamentos.
A este conjunto de técnicas, e para que os resultados se possam manter no tempo, deve-se juntar a utilização de meias de contenção elástica, que deverão ser colocadas pela manhã (enquanto o volume do edema é menor), descanso na cama ou sentado com os membros inferiores elevados, o exercício físico nas horas de menor calor (o excesso de peso e o sedentarismo são alguns dos maiores motivos para os edemas dos membros inferiores) e uma adequada alimentação e ingestão de líquidos.
Por se tratar de uma condição de saúde, que necessita de uma cuidada avaliação e aplicação de técnicas adequadas, é de vital importância que estes casos clínicos sejam acompanhados por profissionais de saúde.

Ana Catarina Almeida
Fisioterapeuta

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