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Lusitano atira o Caldas para a fase de permanência

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Lusitano atira o Caldas para a fase de permanência
Edu acabou por ficar ligado à história do jogo com o lance do penálti e a expulsão

Penálti mal assinalado e expulsão de Edu deram condicionaram os pelicanos, no ‘último tango’ de José Vala

O Lusitano de Évora venceu o Caldas por 1-0, num encontro em que acabou por justificar a conquista dos três pontos, fruto de uma maior capacidade para criar oportunidades ao longo dos 90 minutos. A procurar estancar a série de derrotas, em Évora esteve um Caldas de ‘tração atrás’ que procurou principalmente ser competente na ação defensiva, mas acabou por ser traído num lance mal ajuizado por Rui Mónica, embora em lance corrido talvez não fosse fácil perceber que a falta foi, efetivamente, fora da área.

Os primeiros minutos foram cautelosos de parte a parte, com o jogo dividido a meio-campo e poucas aproximações às balizas. Com o passar do tempo, o Lusitano começou a assumir maior controlo da posse e a aproximar-se com mais frequência da área adversária. A primeira situação de verdadeiro perigo surgiu aos 11 minutos, quando Franco Almara rematou com intenção, obrigando o guarda-redes Wilson Soares a uma defesa apertada.

A equipa eborense manteve a pressão e voltou a ameaçar por intermédio de Eurichano Setila (17’) e Martim Águas (28’), embora sem sucesso. Angel Gomes tentou a sua sorte de fora da área aos 32 minutos, mas o remate saiu ao lado. A melhor oportunidade da primeira parte apareceu aos 41 minutos: Dida ganhou de cabeça na área, após lance de bola parada, mas faltou alguém para o desvio final junto à baliza do Caldas.

O Caldas, por sua vez, mostrou dificuldades em impor o seu jogo ofensivo, apostando sobretudo na organização defensiva e nas transições rápidas, mas sem criar ocasiões claras de golo e apenas um remate, por Gonçalo Barreiras, que saiu desenquadrado.

No segundo tempo, o encontro ganhou maior intensidade e acabou por ficar marcado por um momento decisivo aos 55 minutos. Edu Monteiro cometeu falta sobre Dida e, já com cartão amarelo, viu o segundo e consequente vermelho, deixando os caldenses reduzidos a dez unidades. Rui Mónica assinalou grande penalidade, embora o toque tenha ocorrido fora da área. Na conversão da grande penalidade, João Pinto não desperdiçou e fez o único golo da partida, aos 56 minutos.

Em vantagem no marcador e em superioridade numérica, o Lusitano continuou a controlar o jogo e ainda criou mais algumas situações, enquanto o Caldas tentou reagir, apesar das dificuldades. João Tarzan esteve perto do empate aos 80 minutos, com um remate em “escorpião” que obrigou Duarte Martins a uma boa defesa, mas esse seria o único lance que os pelicanos ameaçaram claramente a baliza eborense, naque que foi também o único remate enquadrado. Logo a seguir, João Tarzan deu hipótese a Clemente de visar também a baliza, mas em esforço e fora do enquadramento da baliza, o disparo saiu ao lado.

Mesmo com 10 jogadores durante mais de meia hora, o Caldas produziu pouco a nível ofensivo, apenas três remates e um número reduzido de ações dentro da grande área adversária. Percebe-se que o objetivo era primeiro não sofrer, garantir um ponto e tentar o golo em transição, mas a receita não funcionou.

O Lusitano acabou por gerir a vantagem até ao apito final.

A formação alentejana continua na corrida pelo último lugar nos quatro primeiros, com 21 pontos, enquanto o Caldas está confirmado na fase de permanência, mantém os 18 pontos.
Na última jornada o Caldas recebe a Académica, sábado, 24 de janeiro, às 15 horas, já sem José Vala.

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