Bordalo Pinheiro estará em destaque em exposições que estão nas sedes dos agrupamentos escolares
Hoje, quinta-feira, dia 22 de janeiro, serão inauguradas nas sedes dos agrupamentos escolares das Caldas uma exposição que é dedicada a Rafael Bordalo Pinheiro. Trata-se de mais uma iniciativa do Salão Bordalo, liderado pelo designer Jorge Silva que, em parceria com várias entidades caldenses, está a realizar iniciativas que assinalam também os 150 anos de celebração do Zé Povinho.
Deste modo, nas sedes dos agrupamentos da Escola Secundária Rafael Bordalo Pinheiro, na Escola Básica D. João II e na Escola Secundária Raul Proença. As inaugurações estão previstas para as 10h30, 11h30 e para as 15h00, respetivamente.
Segundo a bibliotecária, Aida Reis, a mostra é composta por painéis, feitos em material reciclável. Vão ficar patentes nas sedes das escolas durante um mês e em seguida farão um périplo por outras escolas de cada agrupamento escolar. A mostra tem um caráter itinerante e destina-se a chegar mais próximo do público escolar.
Além da história de Zé Povinho , a personagem que continua a representar o povo português – nascido a 12 de junho de 1875, no jornal humorístico A Lanterna Magica por Rafael Bordalo Pinheiro (1846-1905).surge também nesta exposição com as versões desenhadas por autores contemporâneos. Nas primeiras versões Zé Povinho “por vezes é magro, noutras tem barriga. Ora surge minúsculo, ora gigante. Ora adormece feito pacóvio, ora acorda, feito revolucionário. É preguiçoso, mas calejado. É derrotista, mas não é calado. Certos dias passou à história, noutros ostenta o barrete da moda e até tem telemóvel. Tanto tem uma albarda às costas e obedece aos seus mestres, como faz um manguito a tudo e a todos”, explica nota sobre esta mostra onde estarão também representados Zés Povinhos que foram desenhados por António, o cartunista residente da viragem do século, e que foi o grande responsável por entregar esta nossa personificação nacional a uma nova geração de autores, como Cristina Sampaio, Nuno Saraiva, João Fazenda, André Carrilho, Mantraste e Luís Afonso, “que lhe apararam a barba e mantiveram a indumentária canónica, com o cuidado de enfiarem todos os dedos da mão que desenha na ferida”. A própria exposição lança a questão: “Mas, ó Portugal, ainda faz sentido termos um ícone assim? Arriscamos responder “assim, sim”, porque, por muitos messias e modernizações que tenham emergido, a pátria-parvónia de Bordalo continua 100% atual”, remata texto da mostra. Esta teve ainda cuidado de possuir textos adequados e adaptados consoante as idades dos estudantes que vão poder contactar de forma mais próxima com o universo bordaliano.