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Termas das Gaeiras poderão arrancar ainda este ano

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Termas das Gaeiras poderão arrancar ainda este ano
Uma sugestão de apresentação do que poderá ser o Balneário Provisório a construir junto ao Convento de S. Miguel

Município de Óbidos está a desenvolver um projeto faseado de reativação das termas, cuja primeira etapa passa pela instalação de um balneário termal provisório.

Titular da concessão das Termas das Gaeiras desde 2015, município de Óbidos está a desenvolver um projeto faseado da sua reativação com a instalação de um balneário termal provisório num terreno que possui a poente do Convento de S. Miguel. Este equipamento, com um custo estimado de meio milhão de euros, permitirá realizar o estudo Médico-Hidrológico, “essencial” para o reconhecimento oficial das vocações terapêuticas da água mineral natural junto das entidades competentes, nomeadamente DGEG e DGS. “E esperamos que possa ser uma realidade ainda este ano”, disse o presidente da Câmara de Óbidos, Filipe Daniel, à Gazeta das Caldas.

Com um “forte enquadramento histórico”, associado à proximidade da cidade romana de Eburobrittium, as Termas das Gaeiras integram um património “natural cuja utilização terapêutica poderá remontar à Antiguidade”. Um legado que, aliado ao conhecimento científico atual, sustenta a aposta na recuperação qualificada deste recurso singular, complementa.

As águas minerais naturais das Gaeiras têm origem no flanco ocidental da Serra dos Candeeiros, resultando da infiltração das águas nos calcários do Jurássico Médio e do seu percurso subterrâneo até à zona de emergência. Este trajeto confere-lhes uma composição físico-química estável e propriedades reconhecidas, comparáveis a outras águas termais de referência da região, nomeadamente as das Caldas da Rainha, justificando o seu potencial terapêutico.

Após a aprovação e validação do estudo médico-hidrológico, balneário provisório, que fica situado perto do Convento de S. Miguel, entrará em “funcionamento pleno, mantendo-se ativo durante o desenvolvimento do balneário termal definitivo”. Este primeiro balneário será dotado de diversos equipamentos, incluindo áreas de banhos e duches termais, zonas de vapor, área respiratória e de apoio clínico, permitindo a realização de tratamentos individualizados e de programas terapêuticos em grupo, sempre sob acompanhamento técnico e médico. Nesta fase, “estima-se uma capacidade de tratamento entre 400 e 500 utentes por ano, dependendo das condições técnicas, da disponibilidade do recurso hídrico e da organização dos serviços clínicos”, revela a Câmara de Óbidos.

Ali irão decorrer tratamentos ao nível das patologias do aparelho locomotor e músculo-esquelético e doenças do aparelho respiratório, incluindo as vias aéreas superiores e inferiores, integrando programas de reabilitação funcional e motora, melhoria da função respiratória e promoção de bem-estar. Para além da vertente clínica, o projeto assume uma importante dimensão social e preventiva, promovendo o envelhecimento ativo, o acesso a cuidados de saúde complementares e a criação de parcerias estratégicas na região Oeste, nomeadamente nas áreas da reabilitação funcional e da promoção da saúde, concretiza a autarquia.

O projeto de reativação das termas já foi formalmente submetido às entidades competentes, tendo obtido já a emissão de parecer favorável por parte da Direção-Geral de Energia e Geologia no que respeita ao enquadramento e valorização do recurso hidromineral. Após a conclusão dos procedimentos junto da Direção-Geral da Saúde, a sua construção poderá decorrer num prazo aproximado de 9 a 12 meses, estima a autarquia.

Concluída esta fase, terá início o estudo Médico-Hidrológico, que terá até 24 meses para a sua concretização. No entanto, a autarquia admite que, “caso as condições epidemiológicas, clínicas e as características da água mineral natural o permitam, possa ser ponderado um encurtamento desse prazo, sujeito a avaliação e validação pelas entidades competentes”. Este modelo permitirá, então, que a estrutura provisória, uma vez validada, assegure a prestação de cuidados termais, funcionando como “resposta clínica e social relevante” enquanto decorre o desenvolvimento do balneário termal definitivo.

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