A reação dos representantes locais dos partidos que apoiaram os vários candidatos
Em segundo lugar na primeira volta das Presidenciais ficou André Ventura, candidato apoiado pelo Chega, com 23,52% dos votos. A concelhia caldense do partido considera que a noite eleitoral de domingo “marcou o colapso definitivo das candidaturas que tentaram mimetizar o sistema” e garante que trabalhará “incansavelmente para que o projeto do Dr. André Ventura saia vitorioso, por ser o único capaz de regenerar as nossas instituições e combater a corrupção”.
Esta concelhia considera que Luís Marques Mendes foi “completamente atropelado pela vontade popular, registando uns irrelevantes 8,46% nas Caldas da Rainha e apenas 11,30% a nível nacional”. Um resultado que “prova que os portugueses, e os caldenses em particular, rejeitaram categoricamente a política de bastidores e de comentário televisivo que o Dr. Luís Marques Mendes representa, abrindo caminho para que o Dr. André Ventura se afirme como o único polo de consenso e a verdadeira voz de todos os que desejam uma alternativa real ao socialismo”, entende o líder da concelhia, António Cotrim. Relativamente ao resultado alcançado por António José Seguro nas Caldas, considera-o um “desfecho natural e expectável, resultante de um voto de vizinhança e proximidade”. No entanto, alerta a concelhia do Chega: “é fundamental que se distinga este afeto local da escolha política para o destino da Nação”, acrescentando que “este resultado deve-se à sua residência e ligações à cidade e não a uma validação das políticas socialistas que o candidato representa”.
Hugo Oliveira, mandatário concelhio da candidatura de Marques Mendes, reconhece o mau resultado eleitoral e respeita a vontade das pessoas, que entenderam que o candidato apoiado pelo PSD não era o melhor candidato para ser Presidente da República. No que respeita à segunda volta, já manifestou o seu apoio a António José Seguro porque quer um Presidente da República que “saiba respeitar aquilo que é a separação de poderes, saiba ter um posicionamento que represente o Estado ao mais alto nível”.
O político caldense realça que se trata de um apoio pessoal, que não tem nada de partidário.
Já Filipe Santos, do PCP, considera que a corrida a Belém por parte de António Filipe confirmou-se como a candidatura de “esquerda e de dimensão patriótica, necessária e insubstituível”, que “claramente protagonizou a garantia do pleno cumprimento da Constituição da República e da defesa e promoção dos valores de Abril”. Considera que o candidato apoiado pela CDU denunciou, “como nenhum outro, os reais objetivos de candidaturas com forte pendor antidemocrático e subversivo da Constituição, assim como o comprometimento de outras candidaturas que se caracterizaram pela convergência em aspetos essenciais da política de direita”.
Para Inês Pires, da estrutura local do Livre, os resultados da primeira volta das eleições presidenciais refletem o peso do voto útil na escolha dos portugueses no candidato da área política do centro-esquerda que mais hipóteses tinha de passar à segunda volta. Por outro lado, entende que os votos em Jorge Pinto, são o “reflexo da sua responsabilidade ao longo de toda a campanha, de colocar a liberdade e defesa da democracia acima da sua candidatura, pelo que a passagem de Seguro à segunda volta é um bom resultado para o LIVRE”.
Inês Pires vê “com preocupação” a hesitação de figuras e candidatos da direita democrática em apelar ao voto no único candidato democrático que passou à segunda volta.
“Tristeza” é o sentimento com que Carlota Oliveira, do núcleo territorial das Caldas da Iniciativa Liberal (IL) define as presidenciais, lamentando que Cotrim Figueiredo não tenha passado à segunda volta e, assim, “anulando a possibilidade de termos um Presidente verdadeiramente orientado para o futuro, com uma visão clara de dinamismo económico e uma preocupação efetiva com a continuidade e sustentabilidade do país e dos portugueses”.
Carlota Oliveira considera também “lamentável” que o PSD não tenha conseguido despartidarizar-se e optado por apoiar Cotrim Figueiredo, escolhendo antes “uma cópia de Marcelo Rebelo de Sousa que, como ficou claro, não funcionou nem mobilizou o eleitorado”.
Considera que ficam “obrigados” a eleger mais um socialista: “alguém que, apesar de ser reconhecidamente uma boa pessoa e caldense adotivo”, representa sobretudo a continuidade do mesmo modelo: acomodado, pouco ambicioso e sem rasgo transformador”. Isto para evitar a eleição de André Ventura, que Carlota Oliveira vê como “uma utopia populista que desestabiliza as várias fações políticas e não oferece nem evolução nem estabilidade ao país”.