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Golo madrugador complicou um jogo em que faltou sorte

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Golo madrugador complicou um jogo em que faltou sorte
Um defensor do U. Santarém bloqueia um remate de Gonçalo Chaves, uma situação que se repetiu várias vezes

Pelicanos acertaram duas vezes nos ferros e sofreram o segundo golo num desvio…

Continua o calvário do Caldas, que na sexta-feira somou a quinta derrota consecutiva na Liga 3, uma série que só tem pelo meio como ponto positivo a eliminação do Tondela para a Taça de Portugal. A U. Santarém estendeu o mau momento do Caldas, numa daquelas partidas em que o resultado é dissonante com o que passou em campo.

O pior que podia ter acontecido ao Caldas nesta partida, aconteceu, sofrer um golo muito cedo. Foi um livre lateral à direita, ainda longe da área, a bola foi colocada no sítio certo, houve um cacho de defensores do Caldas que saltou junto, mas não chegou à bola, e Pedro Pereira quase não precisou de saltar para cabecear para o golo inaugural.

Era o pior que podia ter acontecido ao Caldas, porque se a U. Santarém não tivesse pensado numa postura mais defensiva, passou a fazê-lo.

O Caldas respondeu com vigor e atitude, isso não se pode apontar aos jogadores. Viu-se um Caldas intenso na recuperação de bola, na pressão defensiva, jogadores a trocarem a bola com rapidez e a procurarem a linha de fundo, com objetividade que nem sempre se vê no ataque dos pelicanos. No entanto, não era novamente o dia e o golo não apareceu, com alguma falta de sorte ao barulho.

Ao minuto 10, num canto, Edu cabeceou à barra, o ressalto deixou a bola no meio de uma multidão, mas foi um escalabitano que conseguiu despachar a bola dali.

À impetuosidade do Caldas o Santarém respondia com rigor defensivo e um guarda-redes seguro nas saídas dos postes. Apesar de perder algum fôlego, o que foi normal dado a intensidade dos primeiros 25 minutos, o Caldas voltou à carga no final do primeiro tempo e voltou a estar perto do empate. Os centrais chegaram primeiro a dois cruzamentos perigosos dos dois alas, Edu e Ricky. No canto de que resultou o segundo lance, Hidalgo teve uma rara saída em falso, Edu ganhou nas alturas mas o cabeceamento saiu ao lado, deixando o camisola 30, e o público na bancada, incrédulos.

O resultado ao intervalo tinha sabor a injustiça para os pelicanos, mas ia ficar pior, como diz a famigerada Lei de Murphy. Numa baliza, novamente num canto (o Caldas teve 11 no jogo contra um dos ribatejanos) o remate de Tarzan encontrou o corpo de um adversário e foi para fora. Na outra, cinco minutos depois, aquilo que poderia ser uma tentativa de remate ou um cruzamento de Bruno Ventura desviou nas costas de Duarte Maneta e traiu Wilson para o 0-2.

O golo foi um golpe duro na confiança dos pelicanos, como se notou principalmente nos minutos finais, quando a urgência que se pedia para colocar a bola na área era substituída por trocas de bola à entrada do meio campo, sem risco. José Vala ainda procurou sacudir a equipa com sangue novo, e a espaços os caldenses continuaram a ter chegada à baliza, mas com a mesma falta de sorte. David Lopes voltou a entrar com sede de remate, mas sempre com defesas a desviarem a bola da baliza. Ainda houve uma assistência de Ewandro para Farinha, com o camisola 25 a rematar rasteiro em contrapé, a rasar o poste. E ainda a terminar, Duarte Maneta, outra vez num canto, acertou no poste.

É um momento difícil de explicar para o Caldas, que há 14 anos não perdia cinco vezes seguidas para o campeonato. Nos últimos dois encontros a equipa teve futebol, mas não teve golo e essa pressão sente-se na equipa.

Na passada terça-feira, depois do fecho desta edição, o Caldas recebeu o Sp. Braga para a Taça, com casa cheia. Seja qual for o resultado, espera-se que o encontro tenha contribuído para a equipa sacudir de si a pressão e que os resultados voltem a aparecer.

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