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Terceira derrota seguida na liga faz soar os alarmes

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Terceira derrota seguida na liga faz soar os alarmes
Os pelicanos sentiram dificuldades para controlar os processos no último terço do terreno

Pelicanos foram sombra de si mesmos no plano ofensivo

O Caldas entrou no Campo da Mata a querer travar o mau momento na Liga 3, mas acabou por sair derrotado frente ao Atlético num jogo que trouxe à tona algumas fragilidades. Depois de uma primeira metade da época histórica, em que os pelicanos demonstraram qualidades de forma consistente, o arranque da segunda volta tem sido um teste à resiliência do grupo, com três derrotas em três jogos e sinais de nervosismo a refletirem-se dentro das quatro linhas.

O Caldas entrou pressionante e com vontade de controlar o jogo, tentando explorar a largura e a mobilidade do ataque em 3-4-3, mas rapidamente se percebeu que a ausência de Pepo se faria sentir. O maestro do meio-campo, peça-chave na organização ofensiva e na ligação com os avançados, lesionou-se na última partida com gravidade e vai falhar o resto da temporada, deixando um vazio difícil de colmatar. Ainda assim, os pelicanos tiveram as primeiras ocasiões: Pipo obrigou Fábio a uma defesa apertada num livre logo aos dois minutos, e, pouco depois, um bom trabalho de Farinha e Ewandro, Chaves apareceu em zona frontal, mas pressionado viu o cabeceamento sair para canto. O Atlético respondeu com transições rápidas, explorando a profundidade e a velocidade de Joãozinho e Herrera, obrigando Wilson a intervir com segurança.

O equilíbrio manteve-se até ao intervalo, com ambos os conjuntos a mostrarem rigor defensivo. Aos 42 minutos, Duarte Maneta quase desbloqueou o marcador com um cabeceamento após um livre, mas a bola embateu na barra, com Fábio a controlar. Era um aviso de que o Caldas, apesar da iniciativa, estava a ter dificuldades em transformar posse em oportunidades claras.

A entrada de Velosa, Farinha e Ewandro trouxe mais frescura e tentou aproximar o Caldas da baliza adversária, mas foi o Atlético quem acabou por romper o nulo aos 69 minutos. Num lance de transição bem trabalhado, Herrera cruzou para Joãozinho, que encontrou Caio, este amorteceu para Nico Souza, que finalizou de primeira, desfazendo o empate.
O Caldas não se entregou, pressionou até ao apito final. Um remate de David Lopes junto ao poste e outra tentativa de Miguel Velosa, já nos últimos segundos, foram os momentos mais perigosos de uma equipa .

No fim, ficou a sensação de que o Caldas se travou a si próprio, com os jogadores a acusar a responsabilidade que a excelente primeira volta parece ter trazido. José Vala e os seus jogadores têm agora a missão de retomar a confiança e sacudir essa pressão, porque foi a leveza com que a equipa se apresentou na primeira volta foi um dos segredos para o bom desempenho. E o potencial está lá.

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