23 e 26 de janeiro 
Outro dos temas que nos interessa na primeira página desta edição é que “a inclusão do termalismo no esquema dos beneficios vai favorecer a cidade”, uma notícia de 1974, mas que poderia ser de 2017, quando o governo retomou a comparticipação dos tratamentos termais, que havia sido suspensa em 2011.
“O termalismo, muitos anos esquecido começa a ser de novo considerado como elemento valioso de tratamento por numerosos médicos”, lia-se em 1974. “E é de salientar o facto de Portugal ser um país rico em águas medicinais, importando, contudo, que se adaptem os estabelecimentos existentes às necessidades actuais e às exigências dos processos mais modernos para a sua actualização”. Sim, continuamos em 1974!

Pelo que “tudo indica, pois, que este é agora em quantidade, exactamente porque os açambarcadores se convenceram já de que o crime não compensa”. O jornal diz ainda que “adaptados a um regime de economia, os automobilistas e camionistas honestos disciplinaram por sua vez os consuntos” e concluiu: “e, nesta matéria, assim se vai regressando, a pouco e pouco, à normalidade. Ainda bem”.
Interessante será também recordar a estiva camarária para aquele ano, ou seja, a intervenção administrativa nos preços. Por exemplo, para o arroz foi definida nos 7,50 escudos, para um cabrito nos 250 escudos e para um porco (60 quilos) fixava-se nos 1600 escudos.

Temos também um artigo sobre “A imprensa não-diária nos tempos decorrentes” e a publicação da Postura de trânsito do concelho de Caldas da Rainha”.

Na edição do dia 26 ficamos a saber que “a Câmara deliberou pedir audiência colectiva ao secretário de Estado das Comunicações face à demora (inexplicável) de decisão quantos aos transportes urbanos” pedidos para as Caldas e que obrigavam a despacho do governo. O processo aguardava resposta do governante há cerca de um ano e a autarquia solicitou-lhe uma audiência.

A Gazeta trazia-nos também um artigo que, à luz dos nossos dias ganha um valor acrescentado, porque é demonstrativo da sociedade de então, da forma como o homem via a emancipação da mulher.
Para a semana trazemos mais artigos escritos a chumbo. Até lá!






