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Coletiva contemporânea para conhecer nas Caldas

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Coletiva contemporânea para conhecer nas Caldas
Nuno Nunes-Ferreira acompanhado pelo seu filho, o curador Hugo Dinis e Pedro Gomes

“Contra a parede” trouxe obras contemporâneas que dialogam com esculturas de Leopoldo de Almeida

O Museu Leopoldo de Almeida, no Centro de Artes, acolhe, desde o passado sábado, 5 de março, a mostra “Contra a Parede”, que conta com conta com curadoria de Hugo Dinis e é composta por obras de Ana Vidigal, de Nuno Nunes-Ferreira e de Pedro Gomes.
A ideia desta exposição surgiu durante o primeiro confinamento e teve como mote “pensar-se algo em casa que, mais tarde, pudesse ser apresentada no espaço público”, explicou o curador .
Nuno Nunes-Ferreira apresenta uma instalação relacionada com a luta estudantil em Coimbra em 1967.
A proposta é composta por mais de 275 primeiras páginas de jornais – dos anos de 1974 e 1975 – de onde “exclui” as palavras novas que puderam ser ditas novamente como Liberdade, Povo ou Mulher, o que faz com que a parede do Museu Leopoldo de Almeida “se transforme num espaço político por excelência”, referiu Hugo Dinis.
O autor referiu à Gazeta que gosta de trabalhar de trabalhar com o lado histórico dos acontecimentos e consigo isso através dos jornais”. Ao excluir, dá ênfase a muitas palavras que até então eram censuradas.
Por seu lado, Ana Vidigal apresenta uma instalação onde reflete sobre a arquitetura, um espaço de criação e de poder, mais ligado à masculinidade.
“Às mulheres historicamente estava destinado o espaço interior, doméstico e decorativo”, disse o curador sobre a intervenção desta artista que já expôs anteriormente neste espaço museológico caldense.
Pedro Gomes trabalha na área do desenho e tem feito investigação sobre espaços museológicos. Os seus desenhos ocupam toda a parede de uma zona do museu. O artista salientou ainda o facto desta mostra se adaptar a qualquer espaço, seja um palácio do século XVIII, seja espaço contemporâneos como o Museu de Foz Coa ou de Leopoldo de Almeida nas Caldas da Rainha.
“Foi desenhada para ter plasticidade e para se adaptar co confronto com obras de arte de outros tempos”, disse o autor, referindo-se por exemplo às esculturas monumentais de Leopoldo de Almeida que aquele museu guarda.
Depois das Caldas, onde poderá ser apreciada até 30 de abril, “Contra a Parede” ainda vai ser apresentada em Abrantes.
Entretanto, a partir do dia 16 de março, o Espaço Concas, vai receber a mostra “Ateanha vai ao Centro de Artes”, uma inciativa Museu na Aldeia que faz parte da programação da rede de Cultura 2027.

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