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PSD quer classificação da duna de Salir e da área envolvente

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PSD quer classificação da duna de Salir e  da área envolvente
A praia de Salir do Porto é famosa pelas suas dunas, mas também pelas argilas. É mais uma opção familiar, especialmente para famílias com crianças, que ali encontram águas calmas e poucos profundas do rio. O estacionamento nem sempre é fácil nesta praia que já tem uma oferta considerável em termos serviços, como venda de gelados e cafés próximos, além, claro, da piscina e um parque de autocaravanas.

A classificação da área constituída pela duna de Salir do Porto, antiga alfândega, capela de Sant’Ana e pocinha como paisagem protegida é o objetivo

Os deputados do PSD querem que o Governo proceda às diligências para a classificação da área composta pela duna, pela antiga alfândega, capela de Sant’Ana e as “Pocinhas” de Salir do Porto, como paisagem protegida, tendo apresentado um projeto de resolução nesse sentido na Assembleia da República.
De acordo com o documento, aquela duna “é a maior de Portugal e, de acordo com registos históricos, poderá ter sido a maior da Europa”. “Vista da baía de São Martinho do Porto, estende-se por cerca de 200 metros de comprimento e 50 de altura acima do nível do mar”, nota o PSD. Parte da duna é constituída por granito e a sua dimensão terá sido alcançada há cerca de 100 mil anos com areias provenientes das lagoas que existiam entre Óbidos e Nazaré. Os registos mostram que a duna é constituída por arenito vermelho, que constitui vestígio de uma duna fóssil mais antiga. “Deve ser protegida para garantirmos aquilo que é um recurso natural e uma marca de Salir do Porto”, disse o deputado Hugo Oliveira à Gazeta das Caldas.
Os social-democratas defendem também a proteção e salvaguarda das ruínas da antiga alfândega e dos estaleiros e oficinas de reparação naval onde, no tempo de D. Afonso V, terão sido construídas caravelas com madeiras do Pinhal de Leiria e que terão integrado as frotas dos descobrimentos. No limite da barra do lado esquerdo de Salir do Porto encontram-se as ruínas da Capela de Sant’Ana, construída naquele local para abençoar as embarcações construídas na alfândega e que se lançavam ao mar, e perto estão as “pocinhas”. Tratam-se de poças de água doce que se formam nas rochas durante a maré baixa e que formam pequenas piscinas naturais, rica em minerais que lhe dão propriedades digestivas e para banhos.
O documento, entregue a 13 de janeiro, será agora discutido na Assembleia da República. ■

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