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CDS quer eleger dois deputados em Leiria

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CDS quer eleger dois deputados em Leiria
A cabeça de lista pelo distrito, Raquel Abecassis (à direita), visitou a Feira dos Frutos acompanhada por outros elementos centristas
O CDS quer voltar a eleger dois deputados no distrito de Leiria. A ambição foi partilhada pela cabeça de lista ao distrito, Raquel Abecassis, durante a visita que fez, juntamente com outros candidatos e militantes caldenses, à Feira dos Frutos, no passado dia 23 de Agosto.
Em campanha desde Maio, a candidata já visitou praticamente todos os concelhos do distrito para ter um conhecimento aprofundado da realidade e promete acções “fora da caixa”. Raquel Abecassis alerta o eleitorado para o que considera ser o “risco de se vir a ter um Parlamento com dois terços dos deputados à esquerda”, caso partidos como o CDS não consigam melhorar os seus resultados.

 

Raquel Abecassis, cabeça de lista do CDS no distrito de Leiria, quer melhorar os resultados do seu partido neste distrito e voltar a eleger dois deputados, como já aconteceu no governo de coligação liderado por Passos Coelho. “A minha fasquia é alta, mas acho que temos condições para eleger a segunda deputada, que é a Rosa Guerra, presidente da distrital do CDS e ex-vereadora na câmara do Bombarral”, disse a candidata durante a visita à Frutos.
A ex-jornalista da Rádio Renascença, que já fora candidata do CDS à freguesia das Avenidas Novas, em Lisboa, nas autárquicas, destacou que a Frutos é uma feira que os políticos, sobretudo em campanha eleitoral no distrito, não devem evitar, pois é das mais famosas da região. Diz que já conhecia o certame, que visitava quando passava férias em S. Martinho do Porto, e destaca a diversidade e qualidade dos produtos, não só da região, mas de todo o país. Para além disso, decorre no Parque D. Carlos I, um dos “mais bem arranjados e conservados, do ponto de vista paisagístico, que conheço em Portugal”, disse, enaltecendo o regresso do certame para aquele que é um dos “sítios mais icónicos das Caldas”.
Como bandeiras para o distrito, a candidata centrista destaca a necessidade de um estatuto fiscal para os concelho do interior norte do distrito. E não fala apenas de redução de impostos, mas de uma série de condições que levem as pessoas a optar por ir morar para a zona mais a norte e interior do distrito. Defende também uma diminuição fiscal, tanto para pessoas singulares como para empresas. “Com a carga de impostos que se paga e o preço da energia, é muito difícil às empresas ter condições para trazer mais riqueza para o país”, considera Raquel Abecassis, acrescentando que também ao nível do IRS as pessoas precisam de alguma folga para viver melhor.
O CDS quer voltar a pôr a questão da liberdade de ensino em cima da mesa e considera que os pais devem poder escolher livremente a escola dos seus filhos, defendendo um regresso aos contratos de associação.
Ao nível da saúde, a proposta é que, enquanto não há capacidade nos hospitais públicos para dar resposta a todas as necessidades, quem está em lista de espera possa recorrer a consultas noutras instituições privadas. Defendem também liberdade de escolha de todos os cidadãos no que respeita à adesão à ADSE (sistema de saúde para funcionários públicos).
A candidata centrista reconhece que este é um distrito “com muitas diferenças, mas com uma coisa em comum – é um distrito de gente empreendedora e um exemplo para o país”.

Perigo de dois terços à esquerda na AR

Nas Caldas, Raquel Abecassis alertou para o risco de se ter um parlamento com dois terços de deputados eleitos à esquerda, caso o PS vença com maioria absoluta. Entre os perigos estão o “abrir portas a situações relacionadas com a revisão constitucional, assim como a escolha dos juízes e as leis básicas do país ao nível da educação, saúde e defesa”, referiu.
A cabeça de lista centrista no distrito reconhece que as pessoas possam não estar contentes como a forma como a direita geriu os destinos do país, mas apela a que votem. Tendo em conta que não é “política de profissão”, como referiu, a candidata quer fazer uma campanha “fora da caixa”, pelo que pretende participar numa actividade de arte xávega e numa acção na Mata das Mestras. “A ideia é pôr as mãos na massa, experimentando muitas coisas que são importantes no distrito”, concluiu.

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