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Um quinto da população do Oeste tem mais de 65 anos

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Um quinto da população do Oeste tem mais de 65 anos
A esperança média de vida tem vindo a aumentar na região

O grupo etário +65 anos foi o único que subiu em população no Oeste desde 2010, segundo dados do INE. Na corrente década o número de habitantes do Oeste diminuiu, mas a faixa etária mais velha aumentou 8,9% e já representa mais de um quinto do total. Estes dados significam que o Oeste está a ficar com uma população envelhecida, o que é resultado da queda da taxa de natalidade e do aumento da esperança média de vida, que é de quase 84 anos para quem chega aos 65.

O Oeste tinha 357.760 habitantes no final de 2017 (segundo dados do Anuário Regional do Centro publicado pelo INE no final do ano passado) e a chamada terceira idade representa mais de um quinto da população.
Estes dados evidenciam que a população da região está a ficar mais envelhecida, o que se exprime a vários níveis nas estatísticas do INE. O primeiro indicador é que o grupo etário mais velho está a aumentar. Os habitantes do Oeste com mais de 65 anos, que eram 70.311 no ano de 2010, passaram a ser 76.585 em 2017, ou seja, mais 8,9%. No concelho das Caldas da Rainha o aumento não é tão significativo, mas atinge os 7,2%. Já em Óbidos a variação é de 17,8%, muito acima da média da região, que se explica pela vinda de muitos imigrantes, sobretudo franceses e ingleses, que vêm disfrutar da sua reforma no Oeste, sendo o concelho obidense um dos mais escolhidos para este fim.
Os dados do INE subdividem ainda este grupo etário num outro a partir dos 75 anos e, neste, o aumento da população é ainda superior: 12,3% no Oeste, 9,3% nas Caldas da Rainha e 29,3% em Óbidos.
Todos os restantes grupos etários viram a sua população diminuir na região. O que mais reflecte esta realidade é o mais jovem (até aos 14 anos), cuja população regrediu 10,7%. O grupo entre os 15 e os 24 anos ficou estável, mas mesmo assim com uma variação de -0,1%, enquanto a população em idade activa (dos 25 aos 64 anos) reduziu 5%, o que também se explica pela recente vaga de emigração.
Combinando as oscilações de população nos quatro grupos etários, observa-se que a população com mais de 65 anos representava no início da década 19,1% do total do Oeste, enquanto no final de 2017 ascendia a 21,4%.

NATALIDADE VERSUS ESPERANÇA DE VIDA

Outro dado que sustenta o envelhecimento da população do Oeste é o baixo número de nascimentos. Em 2010 a taxa de natalidade na região era de 9,4 por cada mil habitantes, segundo os dados do INE, mas em 2017 baixou para os 7,7. Nos concelhos das Caldas da Rainha e de Óbidos a taxa é inferior à da média da região. Nas Caldas ficou-se pelos 6,7, enquanto em Óbidos foi de 6,9.
Já a taxa de mortalidade aumentou. Na região, passou de 11,3 falecimentos por cada mil habitantes para 11,8 entre 2010 e 2017. Quanto aos concelhos, em Óbidos o envelhecimento da população é espelhado num crescimento acentuado da mortalidade, de 8,5 para 12,2. Nas Caldas da Rainha a taxa de mortalidade passou de 10,2 para 11,5.
Quanto à esperança média de vida no Oeste, esta aumentou. À nascença, a expectativa é que a vida se prolongue por 80,25 anos, quando em 2010 era de 78,88 anos. A partir dos 65 anos passou de 17,78 para 18,93 anos, ou seja, quem chega aos 65 anos vive, em média, até aos 83,93 anos.

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