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Sabores indianos no último almoço “Raízes” deste ano lectivo

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Sabores indianos no último almoço “Raízes” deste ano lectivo
A equipa de alunos responsável pelo almoço no restaurante da EHTO inspirado na Índia - Betraiz Raposo

O último almoço integrado no projecto pedagógico “Raízes”, da Escola de Hotelaria e Turismo do Oeste (EHTO), trouxe a Índia para a mesa. Ao longo do ano lectivo, os finalistas dos cursos de Técnicas de Cozinha e Pastelaria e de Técnicas de Serviço de Restauração e Bebidas serviram 14 refeições no restaurante da escola – agora designado restaurante Ferreira da Silva – inspiradas na gastronomia de diversos países como Itália, França, Alemanha, Grécia e Espanha.

O aluno João Santos, que participou num intercâmbio e esteve um mês no Instituto V.M. Salgaocar, em Goa (Índia), foi o responsável pelo planeamento da última ementa. “A escolha dos pratos foi o mais fácil, porque enquanto lá estive fui fazendo uma selecção dos meus favoritos”, disse o jovem à Gazeta das Caldas, realçando que descobriu pratos tradicionais goeses muito parecidos aos portugueses, como é exemplo o sarapatel. “A principal diferença é que nós usamos as especiarias essencialmente para temperar alimentos, enquanto na Índia são usadas como base para qualquer refugado”, acrescentou João Santos, que sentiu pela primeira vez na pele a tarefa de liderar uma equipa na cozinha.
O menu composto por seis pratos incluiu uma espetada de batawada e onion pakora (crocantes de batata e cebola, respectivamente), beringela recheada, dhingra curry (um prato vegan feito à base de cebola, tomate, cogumelos e soja), caril de carapau, murgh malai tikka (diversas formas de cozinhar galinha) e bebinca (doce preparado com gemas de ovo, açúcar, cardamomo, leite de coco, farinha e manteiga). Para beber, os finalistas serviram lassi (cocktail de sumo de manga e iogurte natural) e chá à base de leite, cardamomo e estrela de anis.
Num balanço sobre o projecto “Raízes”, o chefe e docente Luís Tarenta, salientou que foi um ano bastante positivo, acrescentando que, no último almoço, “sente-se sempre uma nostalgia porque sabemos que é hora de nos despedirmos dos alunos”.

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Bruno Pinheiro, de Rio Maior: “Aqui aprendemos tudo o que precisamos para o mundo do trabalho”

Bruno Pinheiro, de Rio Maior - Gazeta das Caldas

Bruno Pinheiro tem 21 anos, é finalista do curso de Técnicas de Serviço de Restauração e Bebidas e prepara-se para começar a trabalhar no Vila Vita Parc Resort & Spa, um luxuoso hotel de cinco estrelas no Algarve. Foi nesta unidade hoteleira que estagiou no segundo ano do curso, acabando por surgir o convite para que ali ficasse empregado assim que terminasse a sua formação.
“O Algarve é uma região com muito turismo, onde há poder de compra para os cocktails”, disse o jovem, que prefere o trabalho num bar ao atendimento num restaurante. Bruno Pinheiro começou por estudar Cozinha e Pastelaria numa escola em Rio Maior, mas decidiu inscrever-se na EHTO porque a área da restauração e bebidas era para si mais atractiva.
Já participou em diversos concursos e num deles ganhou o primeiro prémio com uma bebida da sua autoria, feita à base de vodka e morango. “As competições são muito importantes neste ramo, não só porque servem para sermos mais reconhecidos, mas também porque são uma oportunidade para explorarmos o nosso lado criativo”, explicou à Gazeta.
Num balanço dos últimos quatro anos, o finalista afirmou que “na EHTO aprendi tudo o que preciso para o mundo do trabalho”. Mas deixa a sugestão: “a escola devia aproveitar melhor os alunos que formou para ensinar os novos alunos, porque este é um mundo em permanente evolução e alguns professores precisavam de aprender novas técnicas que já são usadas no contexto profissional”.

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